BENÇÃOS SEM FIM

MESTRES,

SOMOS DEUS,
E somos nós os Portadores das Chaves para as bençãos de nosso Viver...

Temos o Poder da PALAVRA, nossa Palavra tem Força Criadora, pois somos DEUS...

Temos que usar em Comandos e Decretos, Ordens ao Universo para trazer as Bençãos em nosso Viver...

Iniciamos Hoje uma Nova Semana e será ABENÇOADA, GRANDIOSA se assim Você Falar ao Universo...

SUPREMO UNIVERSO CONSPIRE A MEU FAVOR
TRAGA BENÇÃOS SEM FIM PARA O MEU VIVER
TRAGA O PROSPERAR SUPREMO
A CURA SUPREMA
A LIBERTAÇÃO DIVINA..

TRAGA BENÇÃOS
TODAS AS BENÇÃOS

EU TE ABENÇOO UNIVERSO
EU TE ABENÇOO MINHA VIDA....


SEJA LUZ
ATUE LUZ

Juracyara Saul da Costa

Sagrado Chamado

Vigil of Prayer for Peace in the Nations - 04/24/2017

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Impulso Universal

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quarta-feira, 8 de março de 2017

No Dia da Mulher: O Jornal das Senhoras, ao levantar a bandeira de uma educação ampliada, contribuiu para os primeiros passos da emancipação feminina.

Entre um bordado e outro

Figurinos franceses, crítica teatral, literatura, música, artes e muita ousadia. Estes foram os ingredientes utilizados por duas mulheres, em meados do século XIX, para a criação de um periódico semanal voltado para o público feminino: O Jornal das Senhoras.
   
No primeiro número, publicado em janeiro de 1852, o jornal apresentou sua proposta: "trabalhar pelo melhoramento social e pela emancipação moral da mulher". Os artigos reivindicavam o direito a uma educação ampliada que promovesse o aprimoramento cultural feminino por meio da literatura e das artes.  Isto explica o subtítulo do jornal: "Modas, literatura, belas-artes, teatros e crítica".
   
Por trás de ideias tão inovadoras, estavam as jornalistas Joana Paula Manso de Noronha (18191875), argentina naturalizada brasileira, e Violante Atalipa Ximenes de Bivar e Velasco (c.1816-1874), figura de destaque nos salões da Corte. Durante os três anos de circulação do jornal, enfrentaram ataques de leitores masculinos que as acusavam de se meter em "ofícios dos homens" e de divulgar "ideias subversivas". Sem timidez, contra-atacavam: mulher não era coisa "que se muda de lugar sem ser consultada" ou que os homens eram inimigos do "progresso do gênero humano".
   
O Jornal das Senhoras refletia também as transformações do Rio de Janeiro a partir de 1850. Com o fim do tráfico de escravos, recursos financeiros dessa atividade passaram a ser investidos em infraestruturas como a construção de ferrovias e a instalação de telégrafos. A capital do país ganhou sistema de iluminação a gás (1854), calçamento com paralelepípedos (1853), rede de esgoto (1862), abastecimento de água domiciliar (1874). Os hábitos também mudaram: confeitarias e cafés ofereciam cardápios para paladares e bolsos variados, a famosa Rua do Ouvidor acumulava lojas elegantes, livrarias e casas de banho completavam o glamour da cidade.
   
A vida urbana se incrementava e novas alternativas de convívio social surgiam, sobretudo para as mulheres que passaram a marcar presença em bailes, saraus, concertos e espetáculos teatrais. Aprender a se comportar em público e estar atenta aos eventos culturais da sociedade eram passos para a emancipação feminina. O papel da mulher se redefinia e o jornal as convocava para ir além das vivências domésticas. Na seção literária, romances como A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho, eram publicados em fragmentos, possibilitando que entre um bordado e outro a mulher lesse. Partituras de modinhas, lundus e schottisch (o "xote") para pianos eram o reflexo da febre causada por este instrumento no Rio, que à época já era conhecido como a "cidade dos pianos". E, como não podia faltar, a parte dedicada às modas dava um tom elegante ao periódico, informando as leitoras sobre as últimas novidades vindas não só de Paris, mas especialmente do interior da França, mais adequadas à elite escravista dos trópicos.

Voltado para um público reduzido, já que a maior parte das mulheres brasileiras era analfabeta, O Jornal das Senhoras, ao levantar a bandeira de uma educação ampliada, contribuiu para os primeiros passos da emancipação feminina.

O periódico pode ser consultado na Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional.
Fonte: Revista Nossa História - Ano II nº 19 - Maio 2005
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