O QUE EU PRECISO, HOJE?

Uma das coisas mais poderosas, e de cuidado para consigo mesmo, que você pode fazer, é ir dentro de si e, por um momento, perguntar-se: "O que eu preciso, hoje"? E, depois, agir sobre o que você sente ser a resposta.

Seu carinhoso Ser Interior está desejando seu Amor e atenção. Se você estiver se sentindo para baixo, você pode se surpreender com a rapidez com que poderá voltar a um estado de maior conforto e paz, ao apenas dispor um tempo para fazer este simples exercício para si mesmo.

Arcanjo Gabriel

Rossano

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quinta-feira, 10 de março de 2016

“De acordo com uma misteriosa regra divina: quando o meu pão passa a ser o nosso pão, também o pouco passa a ser suficiente.


Cidade do Vaticano (RV)

O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana entraram no quarto dia de reflexões propostas pelo Padre Ermes Ronchi, durante os exercícios espirituais de Quaresma, em Ariccia.

“Aquilo que mais fere o povo cristão – observou Padre Ronchi – é o apego do clero ao dinheiro”, enquanto “o que faz o povo cristão feliz é o pão compartilhado”.
Neste contexto, a transparência dos bens da Igreja, a luta contra a fome e contra o desperdício de alimentos foram os principais temas que conduziram a sexta meditação na manhã desta quarta-feira (09/03).

“Existem pessoas tão famintas que, para elas, Deus não pode não ter outra forma, a não ser a de um pão”.

Estas foram as palavras iniciais da meditação de Padre Ronchi.

A vida tem início com a fome, disse, “estar vivo é ter fome”. E se a visão se amplia, vê-se uma fome das massas, “o assédio dos pobres”, milhões de punhos cerrados que pedem algo para comer, não pedem “uma definição religiosa”.
...
As palavras do Evangelho, com as quais Padre Ronchi intercala as suas, são aquelas da multiplicação dos pães e dos peixes e da pergunta de Jesus aos discípulos: “Quantos pães vocês têm? Vejam!”. Jesus, observa Padre Ronchi, “é muito prático”, pede “para fazer as contas”.

“Isso é pedido a todos os discípulos também hoje, e a mim: quanto tens? Quanto dinheiro, quantas casas? Que padrão de vida? Vejam, verifiquem. Quantos carros ou quantas joias em forma de cruz e de anéis? A Igreja não deve temer a transparência, não deve ter nenhum medo da clareza sobre os seus pães e peixes, seus bens. Cinco pães e dois peixes”.
Compartilhar é multiplicar

“Com a transparência se é verdadeiro. E quando se é verdadeiro se é também livre”, afirma o pregador dos exercícios. Como Jesus, que “não se fez comprar por ninguém”, e “jamais entrou nos palácios dos potentes, somente quando prisioneiro”.

Quando não se tem, nota Padre Ronchi, procura-se reter, como aquelas Ordens religiosas que tentam administrar os bens como se isso pudesse produzir aquela segurança corroída pela crise das vocações. Ao invés, a lógica de Jesus é aquela do dom. “Amar” no Evangelho se traduz em um verbo seco: “dar”. O milagre da multiplicação diz isto, que Jesus “não se preocupa com a quantidade” do pão, aquilo que quer é que o pão seja compartilhado.

“De acordo com uma misteriosa regra divina: quando o meu pão passa a ser o nosso pão, também o pouco passa a ser suficiente. E, ao contrário, a fome começa quando restrinjo o meu pão a mim, quando o Ocidente saciado, restringe seu pão, seus peixes, os seus bens para si (...) Alimentar a terra, toda a terra, é possível, há pão em abundância. Não é preciso multiplicá-lo, basta distribuí-lo, começando por nós. Não são necessárias multiplicações prodigiosas, mas derrotar a Gula do egoísmo, do desperdício de alimento e do acúmulo de poucos”.

“A fome dos outros tem direitos sobre mim”

“Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste...”.
...
E a “pergunta última será: doaste pouco ou doaste muito à vida”. “Disto depende a vida, não dos bens”, conclui Padre Ronchi.


Fonte: Rádio Vaticano
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